download

A legalização da maconha deu certo nos EUA?

Quando discutimos – ou ouvimos discutir sobre a legalização da maconha como uma forma de se contrapor à fracassada guerra contra o tráfico, surgem várias dúvidas.
A principal: tem dado certo a legalização em algum país?
Como foi a legalização no país mais avançado em tecnologia e recursos econômicos do mundo, os Estados Unidos?

LIÇÕES APRENDIDAS QUATRO ANOS DEPOIS DA LEGALIZAÇÃO DA MACONHA NOS EUA

RELATÓRIO DE OUTUBRO DE 2016

Revisado por investigadores de:
Universidad de Colorado en Denver
Facultad de Medicina de Harvard
Hospital Infantil de Boston
Universidade do Kansas

COLORADO E O ESTADO DE WASHINGTON A PARTIR DA LEGALIZAÇÃO

A raiz de campanhas políticas multi-milionárias financiadas com dinheiro não estatal, Colorado e Washington votaram a favor de legalizar a maconha em novembro de 2012. Embora tenha levado mais de um ano para estruturar as lojas do varejo, o uso pessoal (em Colorado e Washington) e as culturas caseiras (no Colorado, que autoriza a presentear até seis plantas) foram legalizados quase de imediato após a votação.
O uso da maconha em público, que continua sendo ilegal sob as novas leis, tem aumentado de forma evidente em ambos os estados. Além disso, surgiu uma indústria completamente nova da maconha dedicada à venda de doces, bolachas, ceras, refrescos e outros artígos de maconha, acompanhada de um poderoso trabalho político contra qualquer regularização razoável.

Embora ainda seja muito cedo — vai levar mais anos desenvolver por completo o conhecimento dos efeitos na saude mental e em matéria de educação, por exemplo— esses “experimentos” de legalização e comercialização em medida alguma estão sendo bem sucedidos.
Agora Colorado está à cabeça a nível nacional no uso da maconha no último mês; Washington não fica para atrás. Outros estados que tem legalizado a maconha ocupam o 4º lugar (Distrito de Colúmbia), e o 5º lugar (Oregon). Os estados com leis de “maconha medicinal” mais brandas ocupam o 2º e 3º lugar (Vermont e Rhode Island, respetivamente).

Acrescentemos, como se explica detalhadamente mais adiante, as leis tem tido um impacto negativo importante na saúde e na segurança, por exemplo:
– Aumento do uso de maconha entre menores de idade.
– Aumento de prisões de menores, sobretudo menores negros e latinos.
– Aumento no número de mortes em acidentes de trânsito por dirigir sob efeito da maconha.
– Aumento no número de envenenamentos e hospitalizações relacionados com a maconha.
– Um mercado negro persistente que agora poderia implicar num aumento na atividade dos cartéis mexicanos no Colorado.
O governo federal, através do Departamento de Justiça (DOJ), informou que inicialmente tomaria um enfoque desentendido ante a implementação estatal da legalização, ao invés de prometer dar seguimento a oito consequencias específicas, desde o uso da maconha por pessoas mais jovens até o uso público, e determinar ações depois. Porém, até agora nem as autoridades federais nem as estaduais tem implementado um sistema de seguimento público forte para tais critérios. Essa falta ocasionou que o Escritório de Prestação de Contas dos Estados Unidos (GAO) criticara o Departamento de Justiça (DOJ) em 2016 por não monitorar e documentar apropriadamente os efeitos da legalização. Até a data desta publicação, o Departamento de Justiça não comunicou ainda o cumprimento do programa de maconha estatal com nenhum dos oito critérios que identificou. Porém, com discrição, agencias como o Departamento de Seguridade Pública de Colorado vem publicando atualizações muito negativas com informação sobre a maconha e outros indicadores. Enquanto isso, a promessa de ingressos fiscais extraordinários e uma redução do crime não tem acontecido.

Os ingresos fiscais da maconha representam uma pequena fração do orçamento estadual de Colorado — menos do 1%—, e tirando os custos de implementação, a arrecadação resultante é muito limitada. Alguns distritos escolares de Colorado, como Denver, não viram nem um só dólar em financiamento novo vindo de impostos de maconha estatais. E em Washington, a metade do dinheiro fiscal que os defensores da legalização prometeram para a prevenção e para as escolas foi desviado aos fundos gerais do estado.

EMBORA AINDA SEJA MUITO CEDO, ESSES “EXPERIMENTOS” DE LEGALIZAÇÃO NÃO ESTÃO TENDO SUCESSO.

Depois da legalização, houve mais prisões de jovens negros e hispânicos por casos relacionados com a maconha.

Fonte: Departamento de Seguridad Pública de Colorado (março de 2016)

O CONSUMO DE MACONHA ENTRE JOVENS DESDE A LEGALIZAÇÃO

Desde que Colorado e Washington legalizaram a maconha, o uso regular da droga entre jovens de 12 a 17 anos tem ficado por cima da média nacional e houve um aumento mais rápido que a média nacional.
Além do mais, entre jovens de 12 a 17 anos de idade, Colorado agora está à cabeça ao nível nacional em (A) uso de maconha no último ano, (B) uso de maconha no último mês, e (C) percentual de pessoas que experimentam maconha “pela primeira vez”.
Por sua parte, Washington agora ocupa o sexto lugar em uso no último mes e o último ano no mesmo ranking de idade, por cima das posiciones 12 e 14 respectivamente anteriores à legalização. Também ocupa a 10ª posição em uso “pela primeira vez” entre jovens entre 12 e 17 anos de idade, por cima da posição 16 em 2011 e 2012.

O uso geral em CO e WA é maior e cresce a uma maior velocidade que a média nacional.
% da populaçã que consumiu maconha no último mês
A nível nacional, as taxas de consumo geral nos estados que legalizaram a maconha superam os que não o fizeram.

Consumo no último mês, maiores de 12 anos.

· Consumo “recreativo” desde 2014.
· Consumo “médico” legalizado desde 2014.
· Consumo nem “médico” nem “recreativo” legalizado desde 2014.

As taxas de consumo juvenil nos estados que legalizaram a maconha superam as dos que não legalizaram.

Consumo no último mês, entre 12 e 17 años de idade.

· Consumo “recreativo” desde 2014.
· Consumo “médico” legalizado desde 2014.
· Consumo nem “médico” nem “recreativo” legalizado desde 2014.
COLORADO É O ESTADO COM MAIOR CONSUMO DE MACONHA ENTRE OS MENORES DE IDADE

A única sondagem nacional representativa que observa a prevalência de consumo em vivendas estadunidenses é o NSDUH — Enquete Nacional de Consumo de Drogas e Saúde — o criterio de referência que desde várias décadas atrás oferece informação numa ampla gama de temas de abuso de substâncias. Segundo o NSDUH, o uso de maconha em Colorado e Washington tem aumentado na última década.

Em contraste, as manchetes recentes que afirmam que o uso não tem ido en aumento em Colorado provêm de uma análise de resultados de uma pesquisa estadual, a Enquete de Crianças Saudáveis do Colorado (CHKS). Estudos estaduais como a CHKS costumam fortalecer a Enquete de Comportamentos de Risco Juvenil (YRBS) dos Centros de Controle de Doenças (CDC). Porém, a CHKS foi excluída da dita enquete (CDC YRBS) devido a sua baixa confiabilidade. Não contem dados confiáveis por duas razões primeiro, tem falhas metodológicas sérias. Não é uma amostra representativa das escolas de Colorado, e exclui tanto ao segundo quanto ao terceiro condado mais populoso (o condado de Jefferson e o condado de Douglas, respetivamente). Também omite escolas no condado de El Paso, lar de Colorado Springs, e exclui crianças do estado que não vão à escola (como os desertores). Além disso, os que programaram a sondagem decidiram, sem dar explicação, fixar o piso do valor estatístico muito mais alto, isto é, as diferenças que usualmente são estatisticamente significativas não aparecem nesse novo estándar. Por tanto, a metodologia da CHKS está tão viciada que os CDC não a usam para suas enquetes YRBS.

Em segundo lugar, uma visão mais profunda dos resultados da CHKS revela aspectos preocupantes. Segundo a sondagem, o consumo entre os jovens tem aumentado em todo o estado desde a legalização, aproximadamente na mesma magnitude que o uso do tabaco tem disminuido no mesmo período de tempo. Além do mais, ese incremento desde 2013 deteve uma tendência de quatro anos na diminuição no uso da maconha: o ponto de inflexão aconteceu justamente quando o estado legalizou a maconha. Porém, a mayor parte da cobertura dos médios passaram por alto esse ponto.
Adicionalmente, as oscilações no consumo entre jovens na CHKS são muito altas em alguns condados onde prevalecem os dispensários de venda da maconha.
Ranking de Colorado entre 50 estados e o D.C.
(CONSUMO REGULAR, CRIANÇAS ENTRE 12 E 17 ANOS DE IDADE)

Fonte: estimações estaduais de NSDUH

Por exemplo, nos últimos dois años, a área de Summit/Eagle/Vail registrou um aumento de 90% no consumo entre alunos do último ano da escola preparatória, e o NW Steamboat/Craig registrou um aumento de 58% no mesmo período. Isto não só sugere problemas sérios nestas áreas, mas essas variaciões bruscas em perídos curtos também põem em dúvida a solidez da informação. De fato, outras áreas mostram variações fortes na direção contrária: a só duas regiões de NW Steamboat/Craig foi registrada uma redução de 34% entre alunos do último ano da preparatória no mesmo período — um contraste pronunciado e inusual.

Em Washington, o consumo regular de maconha tem aumentado entre jovens de 18 a 24 años de idade desde a legalização.

Fonte: NW HIDTA Report, citando a Divisão de Investigação e Prognosticação da Administração Financeira do Estado de Washington.
O estado de Washington tem mais negócios de maconha que o que existe de lojas da Starbucks ou McDonalds.

Fonte: NW HIDTA Report, citando a la Junta de Licores e Cannabis do Estado de Washington e Starbucks; 24WallStreet.com.
Colorado tem mais pontos de comercio de maconha que McDonalds e Starbucks juntos.

Fonte: Rocky Mountain HIDTA Report #4 (Setembro de 2016)

A ATIVIDADE NO MERCADO NEGRO DESDE A LEGALIZAÇÃO

A pesar de que se diga o contrário, a legalizaão não reduziu a atividade do mercado negro da marihuana em Colorado. Em fevereiro de 2015, a Procuradora Geral de Colorado, Cynthia Coffman, dice aos reporters: “Os delinquentes continuam vendendo no mercado negro… Há muita atividade dos carteles em Colorado (e) muita atividade ilegal que ainda não tem diminuido”.
De fato, os informes sobre atividades do crime organizado tem aumentado desmedidamente em Colorado. O estado teve relatórios em 2007 e para 2015 já tinha tido 40. Este incremento coincide precisamente com a comercialização estatal de marihuana medicinal en 2008, y con la legalización de la marihuana medicinal en 2012.
O Tenente Mark Comte, da Unidad Policial de Vicios y Narcóticos de Colorado Springs, comentó que la legalización “no ha hecho más que fomentar las oportunidades del mercado negro”. De hecho, un funcionario federal del orden público describió a Colorado como “el mercado negro para el resto del país”, una declaración respaldada por el pronunciado aumento en las incautaciones de marihuana enviada por correo de Colorado a otros estados do país desde a legalização.
Além do mais, a legalização da maconha en Colorado parece ter aberto as portas às operações dos carteles mexicanos no coração dos Estados Unidos. Um representante da Procuradora Geral de Colorado disse em 2016 que a legalização “ajudou inadvertidamente a estimular os negocios dos carteles de drogas mexicanos… agora os carteles intercambian drogas como heroína por maconha, e este comércio tem aberto as portas ao tráfico de drogas e à trata de pessoas”.

“OS CRIMINOSOS CONTINUAM VENDENDO NO MERCADO NEGRO. …HÁ MUITA ATIVIDADE DE CARTELES EM COLORADO (E) MUITA ATIVIDADE ILEGAL QUE NÃO TEM DIMINUIDO EM ABSOLUTO”.
-Procuradora Geral de Colorado, Cynthia Coffman
Assim mesmo, a administração para o controle de drogas (DEA) informou que “desde 2014 tem havido um incremento notável em redes organizadas de cultivos caseiros sofisticados (de maconha) no Colorado, orquestrados e operados por organizações de tráfico de drogas”. O prefeito de Colorado Springs, John Suthers, concordou declarando que “os cartéis mexicanos ja não estão mandando maconha ao Colorado; agora estão cultivando no Colorado e mandando pro México ou qualquer outro lugar”, ocultos às operações legais. Recentemente, em outubro de 2016, um alto oficial fiscal da California que estudava os indices de cumprimento legal e evasão fiscal dos negócios de maconha nos estados legaalizados chegou à conclusão de que “el índice de incumplimiento ha ido en aumento; Colorado registra una tasa [de no cumplimiento] de más de 30%”.

O serviço postal dos Estados Unidos está confiscando a maior quantidade de maconha do mercado negro enviada do Colorado outros estados.

Fonte: Serviço de Inspeção Postal dos E.U.A., reportado por Rocky Mountain HITDA #4 (setembro 2016)

UMA POSSÍVEL RELAÇÃO COM O DESAMPARO

O uao de albergues em Denver aaumentou cerca de 50%

Parece que o fácil acesso à maconha por causa da legalização também aumentou o grosso da população sem-teto do Colorado. Enquanto a população sem-teto foi rdeuzida no gral nos Estados Unidos entre 2013 e 2014- a medida que o país saía da recessão- o Colorado foi um dos 17 estados que viu suas cifras de desamparados aumentar durante o mesmo período. Isto coincide com a legalização do “consumo recreativo” da maconha no estado e com a abertura das vendas no varejo. Na área metropolitana de Denver, onde habitam mais da metade dos sem-tetos do estado, o uso de albergues aumentou cerca de 50%, 28.000 no mês de julho de 2012 a 42.000 em novembro de 2015. Os sondeos dos alberues en Denver estimam que entre 20% e 30% dos recém chegadosestão lá pelo facil acesso à maconha
Um albergue para pessoas mais jovens indicou que a cifra era mais alta:um vocero señalo que “pelo menos um a cada três (residentes) tinham dito estar em Denver por causa da legallização da maconha… esta é nossa nova normalidade”

IMPACTO NOS NEGÓCIOS Y NA FORÇA DE TRABALHO

A Legaliação da maconha também tem repercussões negativas nos negócios existentes. A medida que o uso da maconha tem aumentado nos estados com o consumo legalizado, também aumentou o consumo entre empregados, tanto dentro como fora do horário de traabalho. Grandes empresas no Colorado afirman ue com a legalização tiveram que contratar residentes de outros estados para hacerse de empleados que pudessem passar pelo teste de drogas prévio à contratação. O diretor executivo de uma grande construtora no Colorado, a GE Johnson/

A legalização da maconha também tem repercussões negativas nos negócios existentes. A medida que o uso da maconha tem aumentado nos estados com consumo legalizado, também aumentou o consumo entre empregados, tanto dentro como fora do horário de trabalho. Empresas grandes em Colorado afirmam que após a legalização tem tido que contratar residentes de outros estados para ter empregados que possam passar pelo test de drogas prévio à contratación.
O diretor executivo de uma grande construtora em Colorado, GE Johnson, disse que sua companhia “tem achado tantos candidatos que não passaram seu test de drogas pelo consumo de THC que continuamente está recrutando trabalhadores da construção de outros estados”.
O dono da construtora de Colorado Springs, Avalanche Roofing & Exteriors, disse ao New York Times que em Colorado, “encontrar um pintor ou telhadista que possa passar um teste de drogas é um fato extraordinario”.

RESULTADOS POSITIVOS AO TESTE ORAL PARA DETECÇAO DE DROGAS NO TRABALHO

Fonte: Quest Diagnostics, dados de 2015 de 900.000 testes, de janeiro a dezembro de 2015.
A informação da empresa de exames de detecção de drogas Quest Diagnostics,, que analisa os resultados de milhões de testes de drogas a cada ano reportou recentemente um incremento de 47% na taxa de resultados positivos para maconha em provas orais em locais de trabalho nos EUA de 2013 a 2015. Informação mais detalhada mostra um incrível incremento de 178% de 2011 a 2015. O mesmo estudo também indica que depois de anos de consumo de droga decrescentes no local de trabalho, a porcentagem de força laboral geral nos Estados Unidos com resultados positivos ao consumo de drogas teve um crescimento sólido nos últimos três anos, chegando ao máximo em dez anos.

Os acidentes, lesões , absentismos e os problemas de disciplina entre consumidores de maconha aumentam os custos para os empregadores..

Percentual de pessoas que não foram trabalhar nos últimos 30 dias “porque não tinham vontade de ir”

Fonte: Tabelas NSDUH

IMPACTO NAS COMUNIDADES NEGRAS

Uma pesquisa realizada em 2016 pelo The Denver Post revelou que “uma parte desproporcional” de negócios de maconha estão localizados em comunidades de minorias e de baixos salários de Denver, comunidades que costumam padecer impactos diferentes ao consumo de drogas. Um dos bairros mais pobres de Denver tem uma boca de maconha por cada 47 habitantes
Esta dinâmica é similar ao estudo de Johns Hopkins que mostrou que os bairros mais pobres e de população predominantemente negra em Baltimore eram 8 vezes mais propensas a ter oferta de maconha comparados com aqueles etnicamente integrados ou majoritariamente brancos.
Ironicamente, no Colorado houve mais prisões de menores latinos e negros por causa da maconha. entre 2012 e 2014, o número de latinos e negros menores de 18 anos, presos por infrações relacionadas ‘a maconha aumentou 29% e 58%, respectivamente.Ao mesmo tempo, o número de jovens brancos presos pelos mesmos delitos caiu 8%.

Mais jovens negros e latinos etão sendo presos por assuntos relacionados a maconha depois da legalização.

Fonte: Departamento de Segurança Pública do Colorado (março de 2016)

DIRIGIR SOB EFEITO DA MACONHA: UM PROBLEMA SÉRIO E CRESCENTE NOS ESTADOS LEGALIZADOS

Dirigir sob o efeito da maconha tem resultado em cada vez mais fatalidades no Colorado e em Washington desde a legalização.O percentual de mortes de transito relacionados com a maconha dobrou no estado de Washington no mesmo ano que legalizou a venda no varejo. No Colorado, a maconha está relacionada com mais de 1 a cada 5 mortes no transito, e as cifras vão aumentando. Além disso, como as sentenças de morte por negligência superam um milhão de dólares o aumento em mortes no trânsito relacionadas com a maconha implicam necessariamente em custos que superam rapidamente qualquer ingresso fiscal ganho.

A porcentagem de fatalidades no trânsito em WA nas quais o motorista teve resultado positivo por consumo recente de maconha aumentou mais do dobro no ano que começaram as vendas da maconha recreativa.

Fonte: AAA Foundation for Traffic Safety
A porcentagem de casos de motoristas ao volante sob os efeitos de alguma substancia (DUI) relacionados com o consumo de maconha tem aumentado consideravelmente no estado de Washington desde a legalização.

Fonte: Comissão de Segurança do Trânsito de Washington

(DER/GRÁFICA)

Porcentagem de fatalidades de trânsito em CO onde o motorista deu resultado positivo de maconha.

Fonte: Sistema de Informação de Análise de Fatalidades e Departamento de Transporte de Colorado (CDOT), como apareceu na reportagem Rocky Mountain HIDTA #4 (setembro de 2016)
AS MORTES EM ACIDENTES DE TRÂNSITO RELACIONADAS COM A MACONHA TAMBÉM TIVERAM UM AUMENTO PRONUNCIADO EM CO

Fonte: Sistema de Informação de Análise de Fatalidades e Departamento de Transporte de Colorado (CDOT), como apareceu na reportagem Rocky Mountain HIDTA #4 (setembro de 2016)

LIGAÇÕES DE EMERGÊNCIA AO CONTROLE DE ENVENENAMENTO NO COLORADO RELACIONADAS A MACONHA

Outra consequencia séria da legalização é o aumento das chamadas à centros de controle de envenenamentos e visitas a salas de emergência de hospitais por situações relacionadas com a amaconha. As ligações para o centro de cpntrole de envenenmento no estado de Washington aumentaram 68% de 2012 (antes da legalização) a 2015, com 109% no Colorado no mesmo período. O mais preocupante é o aumento de 200% nas ligações no Colorado envolvendo crianças de 0 a 8 anos de idade.

De modo similar, as hospitalizações relacionadas com a maconha no Colorado aumentaaram mais de 70% desde a legalização, uma média 30% anual. As visitas às salas de emergência também aumentaram, sobretudo por parte de visitantes de outros estados. As visitas de forasteiros às salas de emergência por sintomas relacionados com a maconha representaram 78 de cada 10000 visitas em 2012 em comparação com 163 a cada 10000 em 2014, um incremento de 109%.Entre os residentes do Colorado, o numero de visitas relacionada s à maconha foi de 70 para cada 10.000 em 2012, em comparação com 101 por cada 10.000 em 2014, um incremento de 44%.
Fonte: Centro de Drogas e Envenenamiento Rocky Mountain
O PODEROSO GRUPO DE PRESSÃO A FAVOR DA MACONHA SE OPÔE ÀS TENTATIVAS DE REGULARIZAÇÃO

O grupo de discussão a favor da maconha no Colorado tem se esforçado por manter a balança a seu favor desde que aprovada a legalização em 2012. Por exemplo:
· Bloquearam legislações pra freiar o número de pesticidas ilegais que promovem a produção de maconha.

· Foram a juízo por restrições em publicidade da maconha cujo público alvo são as crianças.

· Propuseram legislação para por a autoridade reguladora do Deepartamento de Fazenda/Departamento de Saúde Pública e meio-ambiente do Colorado a uma comissão especial cheia de representantes da indústria.

· Obstaculizar ainda mais a representação eleitoral das iniciativas locais que restringem a s lojas de maconha, aumentando a coleta de asssinaturas de 5% para 15% do eleitorado

· Patrocinar uma iniciativa em Denver para permitir o consumo de maconha em restaurantes e cafeterias.

As ligações a centros de controle de envenenamento no estado de Washington têm aumentado desde a legalização
Las llamadas a centros de control de envenenamientos en el estado de Washington has aumentado desde la legalización
2015)

Mudança desde a legalização (2012-Cambio desde la legalización (2012-2015): 67.9%
Fonte: centro de envenenamento de Washington
As hospitalizações relacionadas com a maconha no CO aumentaram mais de 70% desde a legalização, uma média de 30% anual.
Las hospitalizaciones relacionadas con la marihuana en CO han aumentado más de 70% desde la legalización, un promedio de 30% anual

MUDANÇA DESDE A LEGALIZAÇÃO (2012-2015): 70,3
CAMBIO DESDE LA LEGALIZACIÓN (2012-2015): 70.3%

Fonte: Hospital do Colorado e Departamento de Saúde Publica e Meio-ambiente do Colorado, como informou Rocky Mountain HIDTA#4(SETEMBRO 2016
OS COMESTIVEIS, UM CRESCENTE PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Os comestíveis, que agora representam pelo menos a metade do mercado do Colorado costuma conter de 3 a 20 vezes a concentração de THC apontada para a intoxicação.
Houve ao menos 3 mortes relacionadas aos comestiveis de maconha em 2015.
Enquanto o Colorado procura controlar esta industria, a indústria da maconha continua avançando, defendendo as gomas e os bolinhos e refrescos, de modo similar a c omo as grandes do tabaco (big Tobacco) defenderam suas práticas durante um século.
Desde o final de 2016 o Colorado exige que os comestíveis de maconha tenham no rótulo um símbolo indicando que têm THC, para prevenir o risco das crianças consumiem por acidente. Maas o símbolo mesmo, um diamante com as letras THC pouco fará para frear as crianças que desconhecem o significado de THC.
Além disso, a indústria da maconha venceu com sucesso um plano anterior para ue a etiquetativesse o símbolo octagonal “PARE” alegando que implicava que seus produtos eram perigosos.]
O CAPITAL PRIVADO E INDUSTRIAL INUNDA O NEGÓCIO DA MACONHA.

Privateer Holdings, uma companhia de capital privado focada na maconha, em sociedade com os descendentes de Bob Marley, criou uma marca multinacional de cannabis chamada Marley Natural . Os investidores ja arrecadaram 50 milhões de dólares para lançar a Marley Natural e outros produtos de maconha. As campanhas políticas para legalizar a maconha não mencionam esses produtos de marca, os doces ou as práticas publicitárias
A MACONHA E O TRATAMENTO POR DEPENDÊNCIA

Mais do que antes, as pessoa sem tratamento estão relatando um consumo forte de maconha. Em 2007, 22% da pessoas em tratamento no CO relataram ser consumidores fortes. Essa cifra tem aumentado a cada ano desde então, e agora 36% das pessoas em tratamento por maconha são consumidores fortes.
Pessoas em tratamento por consumo de maconha no Colorado que fazem forte uso da droga (mais de 21 dias por mês)
Fonte: Departamento de Serviços Humanos do Sistema de informação Coordenada de Saúde , do Comportamento Drogas e Álcool
PDF 24/30

O CRIME E A MACONHA

O crime por drogas e narcóticos em Denver tem aumentado cerca de 11% ao ano desde a legalização da maconha. Embora não fique claro se a legalização é responsável por tal aumento,, certamente contradiz as promessas dos defensores da legalização, que afirmavam que a medida reduziria esse tipo de indices delitivos.
De fato, a taxa de criminalidade em Denver tem aumentado em geral, assim como as taxas de crimes sérios como hommicídio, agressão com agravantes e roubo. Vários delitos relacionados com a maconha, como o consumo em via pública, também tem aumentado conforme o uso se torna mais popular.
Entre os jovens, as tendências sugerem que a legalização da maconha está associada a uma maior incidência de delitos relacionados com ela nas escolas primárias e preparatórias. Os jovens em liberdade condicional estão dando mais resultados positivos nos testes de detecção de maconha do que antes. Em apenas 3 anos, a tacxa tem aumentado de 28% a 39% entre o grupo da faixa etária mais baixa (10 a 14 anos de idade)

Detenções/intimações por comportamento público indevido e consumo de maconha em Denver, COA

Fonte: Departamento de Policia de Denver, publicado em Rocky Mountain HIDTA #4 (setembro 2016)

Intimações por consumo público de maconha em Boulder, CO.
Fonte: Departamento de Policia en Boulder, publicado em Rocky Mountain HIDTA #4 (setembro 2016)

O crime em Denver tem aumentado nos últimos 2 anos, isto inclui crimes relacionados com drogas

(GRÁFICO 1)
Mudança percentual entre 2014 e 2016 ( informação de 2016 extraida de relatorios de NIBRS de janeiro a setembro
Fonte: Departamento de Policia de Denver.

(GRÁFICO 2)

Desde a legalização, mais jovens no Colorado em liberdade condicionl dão resultados positivos para maconha
Fuente: Poder Judiciario do Estado do Colorado

(GRÁFICO 3)

Os delitos por maconha nas escolas primárias e preparatórias do Colorado têm aumentado 34% desde a legalização.
Fuente: Agencia de Pesquisa de Colorado
O CONSUMO DE ÁLCOOL TEM AUMENTADO NO COLORADO A PARTIR DA LEGALIAÇÃO

Muitos defensores da legalização sugerem que o consumo da maconha substitui o alcool conforme foi legalizada. Desafortunadamente, no Colorado, ocorreu o contrário, com o consumo de álcool per capita ligeiramente acima desde 2012. Refletindo- como indicam alguns estudos- que o consumo da maconha acompanha o álcool, em vez de substituir. Além disso, se estão deenvolvendo cervejas e vinhos com maconha, que misturam ambas substancias adictivas.
A tendência do uso simultâneo de ambas a s substâncias aumenta riscos adicionais da saúd epublica. Há estudos que mostram que o uso simultaneo tem efeito adicional a respeito da capacidade de dirigir.
.

ARRECADAÇÃO FISCAL: UMA PROMESSA VAZÍA?

(GRÁFICO 1)

Mais da metade do dinheiro prometido para a prevenção do uso de drogas, educação e tratamento em Washington não se materializou

· Prometido

· Real
Arrecadação fiscal da maconha em WA para o fundo geral (milhões)

(GRÁFICO 2)

…Mas em grande medida foram desviados para os fundos reais

· Prometido

· Real
Arrecadação fiscal de maconha em wa para prevenção, educação e tratamento (milhões)

PDF 28/30

É PRECISO MAIS INFORMAÇÃO

Existe pouca informação sofisticada sobre a maconha no Colorado e em Washington. se faz necessária informação em tempo real sobre a legalização e os custos econômicos dessas políticas. Por exemplo:
· internações hospitalares e em emergências por situações relacionadas à maconha.

· Tendências potenciais da maconha e custos no mercado legal e ilegal

· Incidentes em escolas relacionados à maconha, incluindo dados representativos

· Extensão da publicidade dirigida a jovens e seu impacto

· Acidentes rodoviário relacionados com a maconha, incluindo níveis de THC, inclusive se a taxa de álcool no sangue é maior que 0,08

· Efeitos da maconha na saúde mental

· Tratamentos e intervenções breves por consumo da maconha.

· Custos de impementação da legaliação, desde as forças policiais até as forças de ordem

· Custo de tratamentos da saúde mental e adicções relacionado ao aumento do consumo da maconha

· Custo ao preciar e não recebr tratamento

· Efeito no mercado do álcool e outras droga

· Custo para os empregadores e para o local de trabalho

· Impacto na produtividade dos trabalhadores

O informe detalhou declarações de funcionarios do departamento de justiça DOJ, afirmando que ” não viam benefício no Departamento de Justiça documentar como iria monitorar os efeitos da legaliação da maconha no estado”, e seu autor, (GAO), notou que “o DOJ não documentou seu plano para monitorar os efeitos da legaliação da maconha no estado.
SOBRE SMART APPROACHES TO MARIHUANA (SAM)

SOBRE UMA ABORDAGM INTELIGENTE À MACONHA (SAM)

Com uma equipe dos melhores cientistas e pensadores do espaço prático e a pesquisa da maconha, SAM trabalha para fechar a brecha entre o entendimento público da maconha e o que a ciência diz sobre a droga. A nível local, estatal, tribal e federal,SAM tenta alinhar as políticas da maconha e as atitudes sobre a droga com a ciência do século XXI, a qual continua demonstrando como o consumo de maconha faz mal ao corpo e à mente. SAM não se opõe aos extremos nas políticas de maconha, pois está contra as prisões por uso em baixo nível, quanto da legalização generalizada, favorecendo mais um enfoque à maconha baseado na saúde.

Mais informações em www.learnaboutsam.org
Más información en www.learnaboutsam.org.

2014 © Copyright - Clínicas Veredas by Waretec

Fale conosco        11 2662-0084 ou 2081-0014