413_2936-adolescente-alcohol

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O consumo de álcool tem atingido adolescentes cada vez mais jovens. E isso não tem a ver apenas com curiosidade característica da faixa etária, mas com uma necessidade de aprovação, dizem especialistas. Foi o que aconteceu com um adolescente americano de apenas 12 anos, nos EUA. Para fazer parte do grupo “popular”, ele ingeriu altas quantidades de vodka por três dias e quase morreu por intoxicação, disse Jo Owens, mãe dele, nas redes sociais. “A pressão de ser aceito é real e pode ser fatal”, alertou ela.

— Todos têm, em maior ou menos grau, a necessidade de aceitação externa. Torna-se patológico quando se rompe o equilíbrio, tendo problemas por isso. Tem também o que não foi aceito e faz fobia social, se fecha. Os dois precisam ser olhados com cuidado — comenta a psicóloga Paula Emerick, fundadora da Solace Institute.

Essa busca por aceitação a todo custo pode começar na infância, com problemas na construção da autoestima. Se o adolescente não encontra valorização em família, pode procurar outras referências.

— Junta baixa autoestima com busca por identidade e acaba cedendo a pressão do grupo. Esse jovem não pensa na autopreservação e sim na aprovação — diz a especialista em terapia da família.

Alguns comportamentos indicam o problemas e os pais precisam estar atentos. Observar cada sinal e a frequência deles pode prevenir riscos.

— Se a família percebe que o jovem mudou de atitude, está irritado, isolado, indo mal na escola, tem alguma coisa errada, que pode ser um comportamento de risco que está alterando sua qualidade de vida. Os pais têm que estar atualizados, de olho, trabalhando a proximidade com muito diálogo — aconselha a psiquiatra Ana Cecilia Marques, coordenadora da Comissão de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria, acrescentando que faltam políticas de prevenção para pais e jovens.

 

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